TUBERCULOSE

27/09/2010 15:24

Saiba quais são os principais sintomas da tuberculose e quais órgãos são mais acometidos

Antes de falar nos sintomas da tuberculose, é preciso esclarecer alguns pontos a cerca da doença que são muito pouco divulgados pelos meios de comunicação.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria.

A doença é muito famosa pelo seu acometimento pulmonar, mas poucos sabem que vários outros órgãos do corpo também podem ser infectados pela tuberculose, como pele, rins, linfonodos, ossos etc... Voltarei ao assunto mais a frente.

Desde o surgimento da pandemia de HIV/SIDA (AIDS) na década de 80 que a infecção por tuberculose voltou a ser uma grande preocupação. Pacientes imunossuprimidos são muito susceptíveis ao bacilo de Koch.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente 1/3 da população mundial está infectado pelo bacilo de Koch. O fato é que apenas 10% das pessoas que entram em contato com a bactéria, desenvolvem tuberculose.

Esta resistência se dá pelo nosso sistema imune que é bastante competente em impedir a progressão da tuberculose. O problema é que a bactéria muitas vezes não é completamente eliminada pelo sistema imune e fica adormecida no nosso organismo, sem causar sintomas, a espera de uma queda nas nossas defesas para voltar a se multiplicar. Por este motivo, a epidemia de SIDA (AIDS) trouxe de volta também a epidemia de tuberculose.

A população prisional é também uma das mais susceptíveis a infecção, devido a contínua exposição em ambientes fechados.

Outros grupos de risco incluem:

- Idosos
- Diabéticos
- População de rua
- Alcoólatras
- Renais crônicos
- Doentes com neoplasias ou sob quimioterapia
- Transplantados

Sintomas da tuberculose

A tuberculose pulmonar é a manifestação mais comum da doença. A transmissão é feita pelo ar, através de aerossóis expelidos pela tosse, espirro ou pela própria fala. Estima-se que uma pessoas infectada, se não tratada, pode contaminar outras 15 no espaço de um ano. De acordo com as estatísticas, destas quinze, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas. Atenção: apenas os casos sintomáticos são capazes de transmitir a doença.

O quadro típico de tuberculose pulmonar é de febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com expectoração, por vezes com raias de sangue, perda de apetite, prostração e emagrecimento, que chegam a 10 ou 15 kg em algumas semanas. (leia: POR QUE TEMOS FEBRE?)

Por ser também uma infecção pulmonar, o quadro pode lembrar o de uma pneumonia (leia: QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE PNEUMONIA?). Porém, a enquanto que a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas/dias, a tuberculose é mais lenta, desenvolvendo-se em semanas. Alguns doentes só procuram atendimento médico 2 meses depois do início dos sintomas. Deve-se pensar sempre em tuberculose pulmonar naqueles pacientes com quadro de pneumonia que não melhoram com antibióticos comuns.

O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito através da história clínica, da radiografia de tórax e do exame de escarro (catarro), onde se identifica a presença do bacilo de Koch.

Tuberculose pulmonar
RX tórax com tuberculose no ápice do pulmão direito.

Muitas vezes, associado a infecção pulmonar, existe acometimento também da pleura, uma membrana que reveste os nossos pulmões. A tuberculose pleural costuma se apresentar como derrame pleural, que é a presença de líquido/pus na cavidade entre a pleura e pulmão. Causa dor e dificuldade para respirar (leia: DERRAME PLEURAL - Tratamento, sintomas e causas).

A infecção pelo bacilo inicia-se pelos pulmões, mas pode se alastrar por todo o corpo. Nem todo mundo vai desenvolver a tuberculose ativa e alguns permanecerão com a bactéria adormecida no organismo, tendo tido ou não infecção pulmonar ativa. Essa bactéria pode ficar alojada durante anos em qualquer parte do corpo, como cérebro, meninge, rins, intestinos, coração, linfonodos, ossos etc.. apenas a espera de uma queda no sistema imune para voltar a multiplicar-se.

As infecções extra-pulmonares normalmente ocorrem anos depois da infecção pulmonar ou mesmo da contaminação assintomática. O quadro em geral é de febre persistente e emagrecimento importante sem identificação da causa.

Abaixo algumas fotos de tuberculose não pulmonar:
 

tuberculose do sistema nervoso central
tuberculose do sistema nervoso central

Tuberculose da coluna
Tuberculose da coluna
 

Tuberculose da pele
Tuberculose na pele

E como saber se você é portador assintomático da bactéria da tuberculose?

Existe um teste chamado de PPD ou teste da tuberculina que é feito através da inoculação subcutânea de proteínas do bacilo de Koch morto. Após 48-72h é feita a avaliação do grau de reação do corpo ao material inoculado. O teste de PPD só fica positivo após 12 semanas da exposição a pessoas infectadas.

PPD
PPDPPD


Em pessoas saudáveis, uma inflamação com o centro endurado maior que 15mm (1,5 cm) é considerado positivo.

Em diabéticos e renais crônicos ou em profissionais de saúde expostos frequentemente a pessoas infectadas, um resultado maior que 10mm (1 cm) também é considerado positivo. Em pessoas com SIDA (AIDS) ou outra causa de imunossupressão 5 mm(0,5cm) já é considerado positivo.

Doentes com o PPD positivo são candidatos ao tratamento contra tuberculose latente, objetivando impedir uma futura reativação do bacilo.

E como tratar os pacientes com tuberculose ativa ?

Os doentes que apresentam sintomas de tuberculose são tratados com um esquema de 3 antibióticos por no mínimo 6 meses. O principal esquema é o chamado RIP - Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida. Esse coquetel é distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro.

O tratamento das formas latentes descrito anteriormente é feito apenas com a Isoniazida, também por 6 meses.

O grande problema do controle da tuberculose é o abandono antes do final dos 6 meses. Como os sintomas melhoram em pouco tempo e os efeitos colaterais são comuns, muitos pacientes não completam o tempo total de tratamento, favorecendo o surgimento de cepas multi-resistentes do bacilo de Koch.

Os pacientes deixam de transmitir tuberculose após aproximadamente 15 dias de tratamento. Porém, podem voltar a ser bacilíferos (transmissores do bacilo) se não completarem o curso de 6 meses de antibióticos.

A tuberculose não tratada leva a sepse grave e morte ( leia: O QUE É SEPSE / SEPSIS E CHOQUE SÉPTICO?)

Existe vacina contra tuberculose ?

Existe uma vacina chamada de BCG, que faz parte do calendário nacional. É administrada quando criança e serve para prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose disseminada e a meningite tuberculosa. A vacina apesar de diminuir a incidência da tuberculose pulmonar, não a evita por completo.

Como é feita a partir de bactérias vivas, não deve ser administrada em imunossuprimidos

Leia mais: http://www.mdsaude.com/2009/04/sintomas-de-tuberculose.html#ixzz10kvdAeLN


A tuberculose continua sendo motivo de preocupações até os dias de 
hoje, apesar de acompanhar a humanidade há muitos séculos.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert Koch, em 1882. Outras espécies de micobactérias, como as Mycobacterium bovis, M. africanum e M. microti também podem causar esta doença que afeta, principalmente, os pulmões. Rins, órgãos genitais, intestino delgado, ossos, etc., também podem ser comprometidos. 

transmissão é direta: ocorre de pessoa para pessoa via gotículas de saliva contendo o agente infeccioso, sendo maior o risco de transmissão durante contatos prolongados em ambientes fechados e com pouca ventilação. 

A resposta imunológica é capaz de impedir o desenvolvimento da doença e, por tal motivo, pessoas com sistema imune, menos resistente ou comprometido estão mais propensas a adquirir esta doença, de evolução geralmente lenta. 

Após a transmissão do bacilo, ocorrerá uma destas situações: o sistema imunológico do indivíduo pode eliminá-lo; a bactéria pode se desenvolver, mas sem causar a doença; a tuberculose se desenvolve (tuberculose primária) ou pode haver a ativação da doença vários anos depois (tuberculose pós-primária). 

Alguns pacientes podem não apresentar os sintomas ou estes podem ser ignorados por serem parecidos com os de uma gripe. Tosse seca e contínua se apresentando posteriormente com secreção e com duração de mais de quatro semanas, sudorese noturna, cansaço excessivo, palidez, falta de apetite e rouquidão são os sintomas da doença. Dificuldade na respiração, eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar são característicos em casos mais graves. 

diagnóstico é feito via análise dos sintomas e radiografia do tórax. Exames laboratoriais das secreções pulmonares e escarro do indivíduo são procedimentos confirmatórios. 

tratamento é feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente seis meses. É imprescindível que este não seja interrompido – fato que pode ocorrer, principalmente, devido aos efeitos colaterais, tais como enjôos, vômitos, indisposição e mal estar geral. As medicações são distribuídas gratuitamente pelo sistema de saúde, através de seus postos municipais de atendimento. 

vacina BCG é utilizada na prevenção da tuberculose e deve ser administrada em todos os recém-nascidos. Melhoras nas condições de vida da população, além de tratamento e orientação aos enfermos são formas de evitar sua contaminação em maior escala.

 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: 
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/doencas/tuberculose.htm 


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